Atma Jordão
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Textos
Vocação
Ha muitas coisas que confundem a nossa vocação.
Nosso desejo de riquezas. As profissões da moda. Nossa vaidade e desejo de reconhecimento.

Uma das coisas que mais nos confunde na vocação é o "prazer".
Sabemos que vocação esta ligado a algo que nos dá prazer. Mas há tantas coisas mediocres que nos dão prazer. Não podemos avaliar a vocação pelo prazer do corpo ou prazeres da psique egocentrica.

A vocação está ligada ao prazer da alma. Um prazer que independe de riquezas e de reconhecimento.

Também a vocação esta ligada a uma habilidade. As vezes é uma habilidade que não nascemos com ela, mas que sentimos grande satisfação e plenitude enquanto treinamos esta habilidade.

Sera se existe mapa astral mais simples e fácil de explicar do que outros?
Se um mapa direciona quase todos os planetas para um mesmo signo e mesma casa, talvez seja um mapa mais simples de explicar. E talvez isso indique um contrato espiritual mais específico para certa missão, cuja fuga desse chamado causará grande sofrimento.

Para além do corpo físico, esse recipiente psiquico que habitamos, essa máscara, essa armadura, ao nascermos, trazemos todas no mesmo patamar, ou existem umas melhores que as outras?
Algumas armaduras seriam de Ouro, outras de Prata e outras de Bronze?
É certo que algumas pessoas nascem com qualidades diferentes do que outros, mas será se algumas nascem mais mediocres do que outras? E essa mediocridade estaria evidenciada no mapa astral?

Arrisco uma resposta da seguinte forma: cada um vem com a armadura mais adaptada para suas necessidades prementes de evolução nesta vida.
Medíocre não é aquele que nasce com pouco, mas aquele que morre igual ou pior do que entrou.
O que faz um homem mediocre não é a armadura que carrega, mas as boas batalhas que ele se acovarda em lutar. Um homem pode nascer bronze, mas forjar seu caráter com prata e ouro.

Um homem pode nascer com armadura de ouro, mais isso não fará dele nem melhor nem pior. São nas batalhas que trava e vence que o Homem Autêntico se forja. Se mal utilizado, as qualidades de ouro lhe trarão tamanha desgraça, que invejará eternamente aqueles que nasceram vestidas de bronze.

Deus, em sua super abundancia de Unidade, transbordou. E desse transbordamento surgiu a inteligencia universal, a Alma do mundo. Essa Alma do mundo também transbordou e dela surgiu todas as Almas divinas. Essas Almas individualizadas, puras e sem nenhuma carencia tomaram consciência de si mesmas. Essas consciências, ao olhar para cima e contemplar sua origem, permaneciam completas. Mas o destino quis que elas olhassem para baixo, pois era necessário. E ao olhar para baixo, essas consciências perderam suas asas e passaram a necessitar de experiencias para retomá-las. Então, essa consciência da alma passou a encarnar e evoluir em direação a suas asas segundo as experiencias da encarnação. Em cada encarnação, precisa habitar uma armadura para recolher experiencias. Essas armaduras poderá ser de bronze, prata ou ouro, conforme a necessidade da experiencia. O habitante da armadura é a consciência que evolui. O dono da consciência é a Alma divina, ou seja, o Deus em mim. A supremacia de um sobre o outro, ou qualquer outro tipo de separação é pura heresia. Há diferente tipos de armadura. Há também consciências que estão uma mais perto e outras mais longe de suas asas divinas, mas todas caminham em direção a elas. Mas em essencia temos a mesma origem e somos todos Um.



Qual o recado que eu vim dar ao mundo? Para Platão, todos viemos para reencontrar nossas asas divinas e servir a Unidade. Esse seria o objetivo geral. Mas todos temos que escolher uma via para servir a esta Unidade. Será se essa via tem a ver com um objetivo especifico alinhado com nossas habilidades e preferencias vocacionais?
Se eu sou uma tesoura ou um martelo, o meu recado que vim dar ao mundo certamente tem a ver com cortar algo ou marretar algo. O problema é se no meu mapa astral eu for identificado como um canivete suíço. Isso parece acontecer quando os planetas ficam muito bem distribuidos no mapa. Mas talvez isso não seja um grande problema. Talvez isso signifique que eu possa e deva servir a Unidade com aquilo que for mais necessário e oportuno no momento. Basta uma boa dose de discernimento e fé na vida.

E se o mapa indica que você é um martelo, mas você resolve agir como uma tesoura, porque ser tesoura dá mais dinheiro e esta na moda? Não teriamos ai um grande problema?

Será se Vocação é tudo aquilo que eu faço bem? Eu, por exemplo, sou um eximiu limpador de banheiro.
Será se Vocação é tudo aquilo que eu gosto de fazer? Eu adoro cantar e assistir série, por exemplo.
Ou Vocação é aquilo que eu faço bem e gosto de fazer? Eu por exemplo adoro escrever e há quem diga que eu faço isso com alguma propriedade. Mas para eu me realizar eu teria que alinhar esse meu objetivo especifico com o objetivo geral, ou seja, escreve algo de valor que contribua para Unidade.

Mas será se não existe algo que eu faça muito bem e goste de fazer só que eu ainda nunca experimentei? Talvez eu seja um eximiu agricultor, um professor de artes marciais, um educador infantil, um historiador, um grande organizador, um artesão. Existe uma escola vocacional que nos oferece este conhecer-se e experimentar-se para além da moda? Se não existe, podemos criá-la em nosso coração?
Atma Jordao
Enviado por Atma Jordao em 24/02/2021
Alterado em 02/03/2021
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